O Prazer da Leitura

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Você conhece o Prazer da Leitura?

Tem um livro que recomendo que você leia sobre com várias dicas a respeito de como ler e entender o que se está lendo.

O livro “Você Sabe (mesmo) LER?” cuja a autora é a Ana Gonzales, traz lições preciosisímas  para quem sabe que precisa ler mais e melhor.

Recomendo que você adquira o livro. Para te aguçar e deixar um gostinho do conteúdo do livro coloquei abaixo um trecho do livro explicando o básico dos problemas por que lemos e muita vezes não entendemos (espero que a autora não me processe por isso, mas o livro dela é formidável e achei interessante compartilhar com minha audiência!)

Como se prepara para ler

 

Preparar-se para atividades de pesquisa e de estudo significa depararmos com horas e horas frente a muitos livros, apostilas e textos de internet.
O material a ser lido parece não ter fim. Significa também ter que ler e memorizar em um tempo escasso uma grande quantidade de informações das muitas disciplinas de acordo com
os editais e ementas, além da bibliografia indicada para análise em cada uma das situações possíveis. Da leitura de todo esse material depende a vaga desejada, o diploma ou certificado, algo enfim que tem um valor muito especial. Aparentemente uma tarefa simples, uma competência garantida. Não foi na infância que aprendemos a ler?

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Cenário Externo

Comumente, a leitura é percebida dentro da vida diária e até  nas situações escolares, como algo já resolvido. Parece até tarefa pouco relevante, dentro do quadro de muitas outras
preocupações. Mas é da qualidade da leitura que depende o desempenho nos concursos, provas e diplomações. Depende dela a boa compreensão dos textos e a incorporação dos conteúdos. Depende dela nossa capacidade para atingir os objetivos propostos.

Complexa e de caráter mental, a leitura exige muitos cuidados para ser de boa qualidade, exigência fundamental para que a tarefa não seja em vão.

Reclamações habituais falam de dificuldades de concentração e de necessidade de técnicas de memorização. Nada mais justo  para pessoas que precisam ler muito em pouco tempo.
Porém, nem sempre há preocupação com o preparo da leitura. Você já pensou em cuidar disso? Na verdade, pequenos cuidados na rotina da leitura podem cooperar para a concentração o que, por sua vez, poderá ajudar na memorização. Vários aspectos concorrem nesse sentido, desde o arranjo do espaço e a postura física adequada até a boa iluminação, ainda que
tudo isso pareça estranho à primeira vista. Por exemplo, para um corpo cansado, um relaxamento de dez ou quinze minutos antes de se sentar para estudar pode fazer muita diferença. A negociação com a família a respeito de silêncio ou privacidade é também importante para compor o quadro apropriado ao estudo. Uma cadeira adequada e a postura correta da coluna também podem propiciar a ativação de uma melhor oxigenação cerebral. Uma boa iluminação para proteger a saúde dos olhos também é importante.

Ter o material de estudo organizado – canetas, lápis, borracha e papel – evita sua falta no momento oportuno da anotação. Ler com fundo musical também não é uma boa ideia, pois pode significar a divisão das energias disponíveis entre duas tarefas. Essa preparação, como um pequeno ritual, pode auxiliar a apreensão cognitiva. O estado de atenção necessário à boa leitura depende de uma continência corporal adequada e de um ambiente propício, iluminado adequadamente e silencioso. Construa um cenário que colabore para o estado de atenção
necessário ao trabalho mental. Todos esses elementos devem ser levados muito em conta se temos intenções de estudo ou de pesquisa, situações em que o leitor não poderá prescindir deles.
Na verdade, ler uma revista ou jornal na sala de espera de um consultório dentário ou médico, distraidamente, não requer estas delicadezas, não é mesmo?

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Cenário Interno

Na verdade, a leitura começa “dentro”. Além do cenário externo há ura interno, que também necessita de atenção e que é um pouco mais difícil de ser percebido. Essa dificuldade acontece
porque os esquemas emocionais nem sempre são observados, embora nos acompanhem todo o tempo. Cansaço físico? Estresse de sexta-feira? Briga em relacionamento? Sabe aquela ansiedade? Aquela preocupação com a conta que tem que ser paga? O recebimento de dinheiro que não aconteceu?

Tais preocupações, emoções cotidianas, devem ser neutralizadas para que a ação de sentar-se para a leitura não seja inútil. Ler com cansaço, com sono, com frio, cora fome, com dor,
não ajuda a compreender o texto. Administrar essas variações deve ser ura trabalho realizado com objetividade e pode gerar diferenças. Minimizar os sintomas é fundamental em algumas fases da vida. E afinal de contas, há um estresse óbvio no momento de finalizar um curso ou no desejo de mudança profissional.
Exercícios de respiração e pequenos alongamentos podem ser positivos na construção da continência corporal necessária ao trabalho cognitivo, porque podem ser eficientes para a
neutralização do campo emocional. Você deve observar a afetação do campo de atenção provenientes de tais variações físicas ou emocionais, externas e internas. Cuidar desses aspectos nem sempre nos parece importante, mas, na verdade, as emoções podem ser bastante perturbadoras da ordem necessária.
Você está confortável, em um lugar agradável? Sente-se bem internamente? Então vamos adiante?

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